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Entidades se manifestam sobre caso entre repórter e perito em Manaus

A agressão sofrida pelo repórter João Lucas da Silva Mariano, durante cobertura no Distrito Industrial de Manaus, provocou forte reação de entidades representativas tanto da imprensa quanto da perícia criminal. Notas públicas divulgadas nas últimas horas evidenciam a gravidade do episódio e reacendem o debate sobre o respeito às funções essenciais para o funcionamento da justiça e da democracia.

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do Amazonas (SINJOR/AM) e a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) classificaram o caso como um “atentado gravíssimo” ao direito constitucional de informar e ser informado. As entidades repudiaram a agressão atribuída a um perito criminal e cobraram apuração rigorosa por parte das autoridades, destacando que a violência contra jornalistas representa uma tentativa de silenciar a sociedade.

Em nota, as instituições reforçaram que o exercício do jornalismo é indispensável para a transparência pública, sendo o elo entre os fatos e a população. “Nada justifica o uso da força física contra jornalistas”, afirmaram, ao exigir respeito e liberdade para o pleno exercício da profissão.

Por outro lado, o Sindicato dos Peritos Oficiais do Estado do Amazonas também se manifestou, ressaltando a importância do cumprimento rigoroso dos protocolos em locais de crime. A entidade destacou que cabe à Polícia Militar isolar a área para preservar vestígios, conforme determina o Código de Processo Penal, e alertou que a presença de pessoas não autorizadas pode comprometer provas e prejudicar investigações.

A nota dos peritos enfatiza que, embora respeite o papel histórico da imprensa, é fundamental evitar situações que coloquem em risco a integridade da perícia técnica. Segundo o sindicato, a busca por informações ou imagens não pode resultar na contaminação de evidências, sob pena de prejudicar a aplicação da justiça.

O episódio expõe um ponto sensível: a convivência entre duas profissões essenciais. De um lado, o repórter, responsável por informar com rapidez e precisão, garantindo transparência e fiscalização social. De outro, o perito criminal, cuja atuação técnica é decisiva para esclarecer crimes, produzir provas e sustentar decisões judiciais.

Ambas as funções, embora distintas, são complementares dentro do Estado democrático de direito. O equilíbrio entre o acesso à informação e a preservação da cena do crime é fundamental para que a sociedade seja bem informada sem comprometer o trabalho investigativo.

Diante da repercussão, as entidades cobram não apenas a apuração do caso, mas também maior alinhamento entre os profissionais que atuam em ocorrências policiais, a fim de evitar novos conflitos. O respeito mútuo e o cumprimento das normas são apontados como caminhos indispensáveis para garantir tanto a liberdade de imprensa quanto a eficácia da justiça.

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