Tony Marcos de Souza, de 52 anos, um dos indiciados por suposta coação de testemunha nas investigações sobre a morte do cão comunitário conhecido como Orelha, morreu na madrugada desta segunda-feira (13), na capital catarinense. A informação foi confirmada pela família. Segundo o advogado, a causa da morte foi um infarto.
O caso ganhou repercussão após a morte de Orelha, um cão comunitário que vivia na região da Praia Brava e era cuidado por moradores. Conhecido por seu comportamento dócil e convivência próxima com a comunidade, o animal, de cerca de 10 anos, morreu após sofrer agressões que resultaram em ferimentos graves e irreversíveis.
O cachorro foi encontrado no dia 15 de janeiro em estado crítico. Ele chegou a ser socorrido e encaminhado a uma clínica veterinária, mas, diante da gravidade do quadro, foi submetido à eutanásia.
De acordo com relatos de moradores, Orelha não possuía um único tutor, mas recebia cuidados coletivos da comunidade, que se mobilizava para garantir alimentação, vacinas e acompanhamento veterinário.
Tony Marcos de Souza era apontado como um dos envolvidos, junto a outros dois adultos ligados ao adolescente suspeito de agredir o animal, em um suposto episódio de coação de testemunha durante a investigação.
No dia 29 de janeiro, a 32ª Promotoria de Justiça da Comarca da Capital, especializada na defesa do meio ambiente, declinou da atribuição no caso, solicitando a redistribuição do processo para uma promotoria criminal comum.
Até o momento, não há informações sobre velório e sepultamento.



