Israel e Líbano devem realizar nesta terça-feira (14), em Washington, D.C., as primeiras conversas diretas públicas entre autoridades de alto nível dos dois países em mais de quatro décadas. O encontro ocorrerá na sede do Departamento de Estado dos Estados Unidos.
A delegação israelense será liderada pelo embaixador Yechiel Leiter, que se reunirá com a representante libanesa Nada Hamadeh. As tratativas seguem diretrizes estabelecidas pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que incluem o desarmamento do grupo Hezbollah e a busca por um acordo de paz entre os países.
Apesar da retomada do diálogo, permanecem divergências significativas. O governo libanês condiciona o avanço das negociações a um cessar-fogo imediato, enquanto Israel defende a continuidade das operações militares contra o Hezbollah durante o processo diplomático.
Fontes israelenses indicam que, sob pressão dos Estados Unidos, houve redução recente na intensidade e no alcance dos ataques no território libanês, com restrições a ações em áreas como Beirute e o Vale do Bekaa. Ainda assim, ofensivas contra alvos considerados ligados ao Hezbollah seguem sendo realizadas no sul do país.
Um cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos chegou a ser firmado em novembro de 2024, prevendo a retirada israelense e o desarmamento do Hezbollah, mas o acordo tem enfrentado dificuldades para se sustentar. Integrantes do governo israelense defendem um entendimento mais amplo, com compromissos mais firmes por parte do Líbano.
Internamente, o governo de Netanyahu enfrenta resistência de aliados que se opõem à interrupção das operações militares e defendem a manutenção de uma zona de segurança no sul do Líbano. Segundo fontes, a abertura das negociações ocorre, em parte, em resposta à pressão diplomática americana.



