Quase dois meses após o naufrágio da lancha Lima de Abreu XV, ocorrido em 13 de fevereiro, as buscas pelos cinco desaparecidos continuam em Manaus, agora com operações realizadas duas vezes por semana. A informação foi confirmada pelo Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM), que aponta uma nova fase na estratégia de resgate.
O acidente deixou três mortos, e até o momento nem todas as vítimas foram localizadas. Segundo a corporação, após 34 dias de buscas ininterruptas logo após o ocorrido, as equipes seguem atuando de forma intermitente, com o apoio de drones, embarcações e sonar para varreduras no leito do rio.
De acordo com os bombeiros, os familiares das vítimas acompanham as operações desde o início e foram informados sobre a mudança no cronograma, permanecendo assistidos e orientados pela equipe responsável.
No âmbito das investigações, o comandante da lancha, José Pedro da Silva Gama, se apresentou à Polícia Civil após mais de um mês foragido. Ele é investigado por homicídio com dolo eventual e segue à disposição da Justiça.
Entre as vítimas fatais estão o cantor Fernando Grandêz, de 39 anos, a criança Samila de Souza, de 3 anos, e a estudante de odontologia Lara Bianca, de 22 anos. Outras cinco pessoas continuam desaparecidas.
A empresa responsável pela embarcação informou que colabora com as autoridades e afirmou que a lancha estava regularizada no momento da viagem. As causas do acidente ainda são investigadas.



