Os Correios registraram prejuízo de R$ 8,5 bilhões em 2025, segundo balanço apresentado nesta quinta-feira (23) pelo presidente da estatal, Emmanuel Rondon, ao detalhar os primeiros 100 dias do plano de reestruturação da empresa.
De acordo com os dados, a receita bruta no período foi de R$ 17,3 bilhões. Parte expressiva do resultado negativo está ligada às despesas com processos judiciais, que somaram R$ 6,4 bilhões no ano.
O presidente atribuiu o desempenho à queda de receitas, às dificuldades de caixa e ao aumento das provisões para passivos judiciais. Ele também ressaltou que a estrutura de custos da estatal é rígida, o que limita a capacidade de redução de despesas diante da retração das receitas.
A empresa vem enfrentando, nos últimos anos, redução em segmentos tradicionais, aumento de custos operacionais e perdas logísticas. Apesar do crescimento do comércio eletrônico, a demanda adicional não foi suficiente para compensar os desafios estruturais e o avanço da concorrência privada.
Como resposta, os Correios implementam um plano de reestruturação dividido em três etapas. A primeira fase prevê a recuperação da liquidez por meio de um empréstimo de R$ 12 bilhões junto a instituições financeiras.
Na segunda etapa, prevista para 2026 e 2027, estão previstas medidas como um Programa de Demissão Voluntária (PDV) para até 15 mil funcionários, o fechamento de aproximadamente mil unidades e a revisão de cargos e benefícios.
A terceira fase, com foco em modernização, deve ocorrer ao longo de 2027 e inclui a adoção de um novo modelo de negócios baseado em inovação, parcerias e diversificação das fontes de receita.



