Uma tentativa de ataque a tiros durante um jantar da imprensa em Washington, nos Estados Unidos, provocou reação imediata de líderes mundiais neste domingo (26). O evento contava com a presença do presidente Donald Trump.
O incidente ocorreu na noite de sábado (25), durante o jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca. Trump e a primeira-dama, Melania Trump, foram retirados do local após um homem armado tentar invadir o evento. Um agente do Serviço Secreto foi atingido em uma área protegida, mas não sofreu ferimentos.
O suspeito foi detido antes de acessar o salão principal. Segundo as autoridades, ele portava uma espingarda, uma pistola e diversas facas. A identidade oficial ainda não foi confirmada, mas veículos da imprensa norte-americana apontam que se trata de um homem de 31 anos, residente na Califórnia.
Autoridades internacionais repudiaram o episódio e reforçaram críticas à violência política. A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, afirmou que “a violência política não tem lugar em uma democracia”.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, também condenou o caso e informou ter conversado com Trump. Já o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, declarou estar “chocado” com o ocorrido.
O episódio aconteceu a poucos dias da visita de Estado do rei Charles III aos Estados Unidos. Em nota, o Palácio de Buckingham informou que o monarca está aliviado com a segurança dos presentes.
Outros líderes também se manifestaram. O presidente da França, Emmanuel Macron, classificou o ataque como “inaceitável”. A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, expressou solidariedade ao governo norte-americano.
O chanceler alemão, Friedrich Merz, afirmou que decisões políticas devem ocorrer por meio do voto. Já o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse estar “chocado” com a tentativa de ataque.
Também se pronunciaram o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, a presidente do México, Claudia Sheinbaum, e o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, que reforçaram a rejeição à violência em democracias.
De acordo com autoridades norte-americanas, o suspeito deve comparecer à Justiça nesta segunda-feira (27) e poderá responder por porte ilegal de arma e agressão.
Trump afirmou que o caso pode se tratar da ação de um “lobo solitário”, e que as motivações ainda estão sendo investigadas.
Fonte: CNN



