Os Emirados Árabes Unidos confirmaram nesta terça-feira (28) que irão se retirar da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e da Opep+, a partir de maio. A decisão ocorre em um cenário de instabilidade no mercado internacional de energia.
A medida é anunciada em meio às tensões no Oriente Médio, agravadas pelo conflito envolvendo o Irã e pelo fechamento do Estreito de Ormuz — rota estratégica por onde circula cerca de 20% do petróleo mundial.
Em comunicado, o Ministério de Energia do país afirmou que a saída está alinhada à estratégia de longo prazo dos Emirados, com foco na expansão da produção interna e no fortalecimento do setor energético nacional. O governo também ressaltou o compromisso em manter a confiabilidade como fornecedor no mercado global.
De acordo com a nota, a decisão foi tomada após uma revisão das políticas de produção e da capacidade futura do país, levando em conta os interesses nacionais e as mudanças no cenário geopolítico.
A Opep reúne atualmente 12 países produtores de petróleo, enquanto a Opep+ inclui nações parceiras, como a Rússia, que atuam de forma coordenada para influenciar a oferta global da commodity.
A saída dos Emirados Árabes Unidos ocorre em um momento de volatilidade nos preços do petróleo e de incertezas quanto ao equilíbrio entre oferta e demanda no mercado internacional.



