A Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu (CBJJ) e a International Brazilian Jiu-Jitsu Federation (IBJJF) anunciaram o banimento definitivo do treinador Melqui Galvão de suas atividades. A decisão foi divulgada nesta terça-feira (28) e impede o profissional de participar de eventos e ações promovidas pelas entidades.
O afastamento ocorre após a prisão do treinador, investigado por suspeita de estuprar uma adolescente de 17 anos. Em nota, as organizações afirmaram repudiar qualquer conduta que viole a integridade física e psicológica de praticantes do esporte, especialmente menores de idade, e garantiram rigor na apuração de casos de abuso.
As entidades também manifestaram indignação diante das acusações e reforçaram o compromisso com a segurança e o respeito no ambiente esportivo, além de incentivar que vítimas denunciem situações de violência.
A Justiça de São Paulo decretou a prisão temporária de Melqui Galvão, de 47 anos, suspeito de estupro de vulnerável. Ele é policial civil no Amazonas e foi preso em Manaus.
Segundo a Polícia Civil de São Paulo, o crime teria ocorrido em fevereiro deste ano, em Roma, durante uma competição de jiu-jítsu. A vítima treinava com o investigado desde o fim de 2024.
As investigações indicam que mensagens enviadas pelo treinador à família da jovem após o episódio contribuíram para o andamento do caso, com indícios de tentativa de evitar a denúncia. Há ainda suspeitas de que ele tenha oferecido benefícios em troca do silêncio da vítima.
A polícia apura se há outros casos semelhantes. Pelo menos uma outra mulher relatou abuso quando tinha 12 anos, e testemunhas apontam possíveis padrões de comportamento.
O treinador mantém academias em São Paulo e Jundiaí e também atuava no Amazonas. A prisão foi realizada após mandado judicial, com cumprimento de buscas em endereço ligado ao investigado no interior paulista.
Fonte: SBT News



