O Ministério Público do Amazonas (MPAM) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (30), a Operação Dupla Face, com o objetivo de aprofundar investigações sobre supostos crimes cometidos por agentes públicos na capital. Durante a ação, um investigador da Polícia Civil, cuja identidade não foi divulgada, foi preso preventivamente.
A operação é um desdobramento de um caso ocorrido em 16 de abril de 2026, quando o delegado Fabiano Rosas e o investigador Charles Rufino foram presos sob suspeita de extorquir R$ 30 mil de um empresário, além de desarmar um policial militar na zona sul de Manaus.
Na ofensiva desta quinta-feira, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados. As ordens judiciais foram expedidas pela Vara de Inquéritos e Garantias Penais da Comarca de Manaus.
De acordo com as Promotorias de Controle Externo da Atividade Policial, as medidas cautelares têm caráter investigativo e visam preservar provas, aprofundar a apuração dos fatos e assegurar o andamento regular do processo. O órgão destacou ainda que todas as ações respeitam as garantias constitucionais dos investigados, incluindo o princípio da presunção de inocência.
As investigações atuais dão continuidade a um episódio anterior, no qual as prisões em flagrante de um delegado e de outro investigador foram convertidas em preventivas durante audiência de custódia.
A Operação Dupla Face contou com apoio da Corregedoria-Geral do Sistema de Segurança Pública e da Polícia Civil do Amazonas. O MPAM reforçou que o procedimento segue em curso e que novas diligências podem ser realizadas conforme o avanço das investigações.
Com informações da assessoria



