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Roberto Cidade é eleito governador do AM em eleição indireta inédita

O presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), Roberto Cidade (União Brasil), foi eleito governador do estado nesta segunda-feira (4) em votação indireta realizada pelos deputados estaduais. A chapa, que tem como vice o deputado Serafim Corrêa (PSB), alcançou maioria absoluta entre os 24 parlamentares.

A eleição ocorreu de forma aberta e nominal e é a primeira na história do Amazonas em que o governador e o vice são escolhidos sem voto popular. A posse da nova gestão ainda não teve data confirmada.

A escolha foi motivada pela renúncia do então governador Wilson Lima (União Brasil) e do vice Tadeu de Souza (Progressistas). De acordo com a Constituição estadual, a substituição por meio de eleição indireta é prevista quando a vacância ocorre nos dois últimos anos do mandato.

Natural de Manaus, Roberto Cidade tem 39 anos e está no segundo mandato como deputado estadual. Ingressou na política em 2016, ao disputar uma vaga de vereador. Em 2018, foi eleito para a Aleam como um dos mais votados.

Na Assembleia, ocupou cargos de destaque, incluindo a 3ª vice-presidência e a presidência da Comissão de Transportes. Em 2020, tornou-se o mais jovem presidente da Casa, aos 34 anos.

Durante a pandemia, participou de articulações para aprovação de medidas como auxílio estadual, Lei do Gás e destinação de recursos do Fundo de Fomento ao Turismo (FTI) para a saúde.

Em 2022, foi reeleito com votação recorde no estado. Já em 2023, garantiu novo mandato à frente da Aleam, embora sua permanência tenha sido alvo de questionamentos judiciais posteriormente encerrados.

No ano de 2024, disputou a Prefeitura de Manaus e somou mais de 187 mil votos.

Cidade assume o chamado “mandato-tampão”, que prevê a permanência no cargo apenas até o fim do atual ciclo de governo. Nesse modelo, a escolha é feita pelo Legislativo, sem participação direta do eleitorado.

As saídas de Wilson Lima e Tadeu de Souza foram oficializadas em edição extra do Diário Oficial da Aleam. Ambos alegaram necessidade de cumprir o prazo de desincompatibilização exigido pela legislação eleitoral para disputar cargos nas eleições de 2026.

Nas cartas, os dois classificaram a decisão como irrevogável e agradeceram à população e aos parlamentares pelo período em que estiveram à frente do Executivo estadual.

Fonte: G1

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