O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quarta-feira (6) que poderá intensificar os bombardeios contra o Irã caso o país não aceite um acordo de paz mediado pelo Paquistão. A fala representa uma mudança de tom em relação a integrantes de sua própria administração, que haviam indicado o encerramento das operações militares na região.
Na terça-feira (5), o secretário de Defesa, Pete Hegseth, afirmou no Pentágono que a operação “Fúria Épica”, realizada em conjunto com Israel, tinha objetivos específicos e distintos do “Projeto Liberdade”, classificado como defensivo. Em seguida, o secretário de Estado, Marco Rubio, declarou que a ofensiva havia sido concluída após cumprir suas metas, ressaltando que o Congresso foi comunicado para evitar novas autorizações de uso da força.
Horas depois, Trump anunciou nas redes sociais a suspensão do “Projeto Liberdade”, citando avanços diplomáticos nas negociações com Teerã, interpretação rejeitada pelo governo iraniano, que passou a tratar o movimento como sinal de vitória.
Em nova publicação, o presidente norte-americano condicionou o fim definitivo das ações militares à adesão do Irã aos termos propostos. Ele também mencionou o bloqueio no Estreito de Ormuz, indicando que a via marítima poderá ser reaberta caso haja acordo.
Trump advertiu que, em caso de recusa, os ataques serão retomados “com intensidade muito maior”.
Segundo o portal Axios, as negociações mediadas pelo Paquistão envolvem um memorando com 14 pontos, que deve orientar futuras tratativas sobre o programa nuclear iraniano.
Mesmo sob forte pressão, com sanções e restrições econômicas em vigor, o Irã tem sinalizado concessões pontuais, sem atender integralmente às exigências apresentadas por Washington.



