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Operação “Segurança Presente” prende 52 acusados de crimes sexuais no AM

​Uma ofensiva da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) resultou na prisão de 52 pessoas envolvidas em crimes de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes.

A Operação Segurança Presente, deflagrada entre terça-feira (5) e quinta-feira (7), estendeu-se pela capital e municípios do interior, desarticulando redes de violência doméstica e abusos em ambientes recreativos.

​Lançada pela gestão do governador Roberto Cidade, a ação busca integrar as forças de segurança para garantir celeridade na resolução de crimes de alta gravidade.

De acordo com a delegada Mayara Magna, titular da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), o balanço reflete um esforço concentrado para higienizar o convívio social desses agressores.

“Nosso objetivo é retirar de circulação quem representa ameaça direta ao desenvolvimento e à integridade da infância”, afirmou.

​Nas últimas 24 horas da operação, 15 suspeitos foram detidos na capital. Dois casos geraram especial comoção pela natureza das denúncias:

Exploração no Esporte: Um homem de 48 anos, proprietário de uma escolinha de futebol, foi preso sob acusação de estupro de vulnerável e favorecimento à prostituição. Segundo a investigação, ele utilizava a promessa de carreira esportiva para atrair e abusar de adolescentes.

Maus-tratos Graves: No bairro Colônia Antônio Aleixo, uma mulher de 30 anos foi detida após abandonar a filha de 13 anos. A adolescente foi resgatada em estado severo de desnutrição e segue sob cuidados hospitalares.

​A operação também alcançou cidades como Maraã, Tefé, Careiro da Várzea e Novo Aripuanã. Neste último município, a polícia registrou um dos casos mais graves da mobilização: a prisão de dois homens (de 28 e 54 anos), respectivamente tio e tio-avô de uma menina de 12 anos. As investigações apontam que a criança sofreu abusos sistemáticos por anos, chegando a engravidar dos agressores.

​Em Itacoatiara, outro homem foi preso por estuprar a enteada de 11 anos. Os crimes ocorriam desde 2018, valendo-se da confiança e proximidade familiar com a mãe da vítima.

​O diretor do Departamento de Polícia do Interior (DPI), delegado Henrique Brasil, destacou que a capilaridade da operação é fundamental para romper o ciclo de silêncio comum em cidades menores.

“O empenho dos nossos servidores nos municípios é o que assegura que a impunidade não prevaleça, independentemente da distância geográfica”, reiterou.

​Todos os detidos foram encaminhados para audiência de custódia e permanecem à disposição do Poder Judiciário.

A PC-AM reforça a importância de denúncias anônimas através do Disque 100 ou pelo número 181, o canal direto da Secretaria de Segurança Pública.

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