Governos de diversos países iniciaram neste sábado (9) uma força-tarefa para retirar passageiros do cruzeiro MV Hondius, após um surto de hantavírus registrado durante uma viagem entre a Argentina e Cabo Verde. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), três pessoas morreram a bordo da embarcação.
Alemanha, França, Bélgica, Irlanda, Holanda e Estados Unidos anunciaram o envio de aeronaves para resgatar seus cidadãos. A União Europeia também confirmou apoio logístico à operação.
O navio deve atracar no Porto de Grandilla, na ilha espanhola de Tenerife, entre a madrugada e o início da manhã deste domingo (10), no horário local. O desembarque será realizado sob rígidos protocolos sanitários.
De acordo com o governo da Espanha, os passageiros espanhóis terão prioridade na saída da embarcação. Os demais dependerão da autorização das autoridades de saúde e da chegada dos aviões enviados por seus países de origem.
A ministra da Saúde da Espanha, Mónica García, informou que os passageiros poderão deixar o navio apenas com itens essenciais. As bagagens permanecerão no cruzeiro, assim como os corpos das vítimas, que serão levados para a Holanda para procedimentos de desinfecção.
As autoridades determinaram o uso obrigatório de máscaras durante toda a operação de desembarque e transporte. Apesar do alerta, o governo espanhol avalia que o risco de transmissão para a população local é baixo.
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, chegou à Espanha para acompanhar a operação. Segundo ele, não há novos casos sintomáticos registrados entre os passageiros até o momento.
As investigações agora buscam identificar a origem do surto. Uma das hipóteses analisadas é que o contágio tenha ocorrido antes do embarque, durante uma conexão aérea em Joanesburgo, na África do Sul.



