Moradores de Havana foram às ruas na noite de quarta-feira (13) para protestar contra os constantes cortes de energia elétrica que atingem Cuba. As manifestações ocorreram em diversos bairros da capital cubana em meio ao agravamento da crise energética enfrentada pelo país.
Segundo relatos da agência Reuters, centenas de pessoas bloquearam ruas, bateram panelas e atearam fogo em montes de lixo enquanto cobravam o retorno da eletricidade. Em alguns pontos, os manifestantes entoavam palavras de ordem pedindo luz e criticando a situação enfrentada pela população.
Os protestos são considerados os maiores registrados em Havana desde o início da atual crise energética. A situação se agravou nos últimos meses após o endurecimento das sanções impostas pelos Estados Unidos durante o governo do presidente Donald Trump, medida que afetou diretamente o fornecimento de combustível à ilha.
Moradores relatam que bairros inteiros permanecem mais de 20 horas sem energia elétrica. A falta de eletricidade também tem provocado prejuízos com alimentos estragados, além de dificultar o atendimento a idosos e pessoas doentes.
O ministro de Energia e Minas cubano, Vicente de la O, afirmou nesta quinta-feira (14) que o país enfrenta escassez total de diesel e óleo combustível. Segundo ele, a rede elétrica nacional opera em estado crítico e sem reservas energéticas.
Além dos apagões, a população cubana enfrenta dificuldades relacionadas à escassez de alimentos, medicamentos e combustível. O governo local afirma que segue tentando negociar a importação de petróleo, mas aponta que as restrições econômicas e o aumento global dos preços dificultam o abastecimento.
A Organização das Nações Unidas também criticou recentemente o bloqueio de combustível imposto pelos Estados Unidos, afirmando que as medidas afetam diretamente direitos básicos da população cubana.
Fonte: CNN



