A Receita Federal estuda uma mudança estrutural no processo de declaração do Imposto de Renda que pode dispensar, nos próximos anos, o envio anual feito pelos contribuintes. A proposta prevê a ampliação da automação do sistema, com o preenchimento das informações sendo realizado a partir de bases de dados já existentes.
A iniciativa foi detalhada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, que projeta a possível implementação do novo modelo em um prazo de dois a três anos. A medida faz parte de um processo de modernização que busca integrar dados financeiros, patrimoniais e de despesas em uma plataforma unificada.
Pelo sistema em análise, informações enviadas por instituições como bancos, empresas e operadoras de saúde seriam consolidadas automaticamente pela . Com isso, o contribuinte deixaria de inserir manualmente rendimentos, bens e despesas na declaração.
A função do cidadão, nesse novo formato, seria apenas acessar o sistema, revisar os dados previamente preenchidos e confirmar ou ajustar eventuais inconsistências.
A proposta amplia o modelo da declaração pré-preenchida, já disponível atualmente para parte dos contribuintes. Segundo estimativas do órgão, cerca de 60% das declarações já podem ser emitidas nessa modalidade.
A expectativa do governo é expandir progressivamente o uso da ferramenta, reduzindo a necessidade de preenchimento manual até que o processo seja praticamente automatizado.
Apesar do avanço tecnológico, a Receita Federal reforça que a verificação das informações continuará sendo essencial, uma vez que os dados são fornecidos por terceiros e podem apresentar erros ou omissões que deverão ser corrigidos pelo contribuinte antes da validação final.



