Um terremoto de magnitude 7,8 atingiu o sul das Filipinas na manhã desta segunda-feira (8), deixando ao menos 32 mortos e mais de 200 feridos, além de provocar destruição em diferentes regiões do país. O tremor é considerado o mais forte registrado em 2026 no território filipino.
O epicentro foi localizado no mar, próximo à ilha de Mindanao, a segunda mais populosa do arquipélago. O abalo sísmico foi sentido em diversas áreas das Filipinas e também em partes da Indonésia e da Malásia.
A cidade de General Santos foi uma das mais afetadas, com o desabamento de prédios residenciais, de um shopping center e de uma escola. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram estruturas cedendo segundos após o início do tremor.
Equipes de resgate continuam atuando na busca por desaparecidos e no atendimento às vítimas soterradas.
Em Glan, na província de Sarangani, um deslizamento de terra provocado pelo terremoto deixou pelo menos 13 mortos, segundo autoridades locais.
O Aeroporto Internacional de General Santos foi temporariamente fechado para inspeções de segurança, e ao menos 17 voos domésticos foram cancelados. Milhares de moradores deixaram suas casas devido aos danos estruturais e ao medo de novos tremores.
Logo após o terremoto, centros de monitoramento emitiram alertas de tsunami para áreas costeiras das Filipinas, Indonésia, Japão e Taiwan. As autoridades orientaram evacuações preventivas, com previsão inicial de ondas de até três metros.
No entanto, as ondas registradas chegaram a no máximo 1,4 metro, e os alertas foram posteriormente suspensos sem registro de grandes danos.
O presidente das Filipinas, Ferdinand Marcos Jr., determinou a suspensão das aulas nas áreas atingidas e mobilizou equipes de resposta a desastres.
O tremor ocorreu durante a manhã, quando escolas haviam acabado de retomar as atividades após o período de férias. Mais de 100 estudantes sofreram ferimentos leves durante a evacuação, e alguns chegaram a desmaiar em meio ao pânico.
Após o evento principal, foram registrados diversos tremores secundários, sendo o mais forte de magnitude 6,5, o que aumentou o risco de novos desabamentos e dificultou o trabalho das equipes de resgate.



