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PF deflagra operação contra grupo suspeito de lavar R$ 10 bilhões para o PCC

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta sexta-feira (3), a Operação Exchange para desarticular um esquema de lavagem de dinheiro supostamente ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). De acordo com as investigações, o grupo teria movimentado mais de R$ 10 bilhões por meio de operações financeiras consideradas ilícitas.

Entre os alvos da operação estão pessoas sancionadas recentemente pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos por suposto envolvimento com a organização criminosa. Segundo a PF, análises preliminares apontam que os investigados utilizavam um sistema estruturado para ocultar e movimentar recursos, incluindo transferências de criptoativos, transporte de dinheiro em espécie, operações bancárias de alto valor e repasses entre pessoas físicas e jurídicas.

Ao todo, a Justiça autorizou o cumprimento de 11 mandados de prisão temporária e 13 mandados de busca e apreensão em endereços localizados nas cidades de São Paulo, Santos, Praia Grande e Santana de Parnaíba. Também foi determinado o bloqueio de bens, valores e criptoativos dos investigados, limitado ao montante de R$ 10,4 bilhões. A operação mobiliza mais de 50 policiais federais.

Um dos principais alvos é Victor Henrique de Oliveira Shimada, apontado pelas autoridades norte-americanas como um elo estratégico entre operadores financeiros e integrantes do PCC. Segundo o Departamento do Tesouro dos EUA, ele teria lavado mais de US$ 30 milhões em diversas cidades norte-americanas. Até a última atualização da operação, Shimada era considerado foragido.

A Polícia Federal também prendeu Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, apontada como responsável pela intermediação da coleta de grandes quantias em dinheiro para a organização criminosa. Conforme as investigações, ela desempenhava funções logísticas consideradas essenciais para o funcionamento da estrutura de lavagem de dinheiro.

Em nota, a defesa de Victor Shimada informou que ainda não teve acesso às decisões judiciais nem aos elementos da investigação e, por isso, afirmou que qualquer manifestação seria prematura. Os advogados ressaltaram que, após análise dos autos, adotarão as medidas judiciais cabíveis. Em posicionamento anterior, a defesa declarou que o empresário nega qualquer envolvimento com organização criminosa ou prática de lavagem de dinheiro.

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