O governo da Índia determinou a suspensão temporária da implementação do recurso de nomes de usuário no WhatsApp e notificou a Meta para prestar esclarecimentos sobre a nova funcionalidade. As autoridades do país alegam que a ferramenta pode facilitar a prática de crimes cibernéticos, como golpes, phishing e falsificação de identidade.
A empresa recebeu um prazo de três dias para explicar o funcionamento do recurso. Caso as justificativas não sejam consideradas satisfatórias, a Meta poderá ser alvo de sanções previstas na legislação indiana para empresas de tecnologia.
Os nomes de usuário começaram a ser liberados pelo WhatsApp no fim de junho e permitem que usuários iniciem conversas sem a necessidade de compartilhar o número de telefone. A funcionalidade já está disponível para parte dos usuários, incluindo no Brasil, e deve ser expandida gradualmente até o fim deste ano.
Segundo o governo indiano, a nova forma de identificação pode facilitar o contato entre criminosos e potenciais vítimas, já que elimina a necessidade de descobrir previamente o número de telefone da pessoa.
Em resposta, a Meta afirmou que o número de telefone continuará sendo obrigatório para criar e utilizar uma conta no WhatsApp. A empresa destacou ainda que implementou diversas camadas de proteção para reduzir o risco de golpes envolvendo nomes de usuário.
Entre as medidas anunciadas estão limites para o envio de mensagens a novos contatos, bloqueio de tentativas repetidas de adivinhar nomes de usuário e sistemas de detecção de comportamentos suspeitos relacionados a fraudes e roubo de identidade.
A companhia também ressaltou que o recurso ainda está em fase de implementação gradual e que continuará ampliando sua disponibilidade ao longo dos próximos meses.
A decisão da Índia reforça a postura rigorosa do país em relação às plataformas digitais. Recentemente, o governo indiano também adotou medidas restritivas contra outros aplicativos de comunicação, alegando preocupações com segurança e prevenção de fraudes.



