Duas explosões registradas na manhã desta terça-feira (7) em Damasco, capital da Síria, deixaram ao menos 18 pessoas feridas, entre elas quatro policiais. De acordo com o Ministério do Interior sírio, os artefatos explodiram nas proximidades do prédio do Ministério do Turismo, na região central da cidade.
O incidente ocorreu enquanto o presidente da França, Emmanuel Macron, cumpre agenda oficial no país. Segundo o governo sírio, as explosões aconteceram fora do perímetro de segurança estabelecido para a hospedagem da comitiva francesa e não representaram ameaça direta ao chefe de Estado.
Ainda conforme o Ministério do Interior, equipes de segurança localizaram os explosivos durante uma operação de rotina e iniciaram os procedimentos para desativá-los. No entanto, os dispositivos detonaram antes da conclusão da ação, conforme informou a agência estatal Syrian Arab News Agency (Sana).
As investigações preliminares apontam que um dos explosivos estava escondido em um veículo estacionado, enquanto o outro foi colocado dentro de uma caçamba de lixo. Ambos seriam artefatos explosivos improvisados. O caso será investigado pelas autoridades sírias.
O Palácio do Eliseu informou que Macron está em segurança e manteve a programação da visita oficial, incluindo um encontro com o presidente sírio, .
Após o ataque, Macron se manifestou nas redes sociais e afirmou que a violência não impedirá o povo sírio de buscar uma nação soberana, segura, plural e unida. O presidente francês destacou que seguirá com a agenda prevista no país.
A visita marca a primeira vez que um presidente de um país da Europa Ocidental viaja oficialmente à Síria desde que Ahmed al-Sharaa assumiu a presidência, em janeiro do ano passado.
Este é o segundo episódio envolvendo explosões em Damasco em menos de uma semana. Na última quinta-feira (2), a detonação de uma bomba em uma cafeteria da capital síria matou seis pessoas e deixou outras 22 feridas.



