O Departamento Federal de Investigação dos Estados Unidos (FBI) abriu uma investigação envolvendo a Associação de Futebol Argentino (AFA) por suspeitas de fraude e lavagem de dinheiro durante a Copa do Mundo de 2026, disputada nos Estados Unidos, México e Canadá. As informações foram divulgadas pelo jornal argentino La Nación.
Segundo a apuração, os investigadores buscam esclarecer como a entidade argentina realizou operações financeiras em território norte-americano. A suspeita é de que a AFA tenha movimentado centenas de milhões de dólares pelo sistema financeiro dos EUA e que parte dessas transações possa ter relação com possíveis crimes.
O FBI teria se reunido com o empresário Guillermo Tofoni e analisa se negociações ligadas à federação podem configurar irregularidades, como lavagem de dinheiro ou fraude bancária.
A investigação também envolve a empresa TourProdEnter LLC, pertencente ao produtor teatral Javier Faroni, que teria sido responsável pela administração de contratos comerciais da AFA no exterior. A companhia teria movimentado ao menos US$ 260 milhões (cerca de R$ 1,34 bilhão) em receitas da entidade.
Os procuradores federais Patrick Gushue, Christopher Ting e Michael Berger conduzem o caso e investigam o fluxo dos recursos administrados por Faroni e sua esposa, Erica Gillette, dentro do sistema financeiro norte-americano.
De acordo com a investigação, aproximadamente US$ 57 milhões (cerca de R$ 294 milhões) foram destinados a diferentes empresas e beneficiários cuja justificativa econômica ainda não teria sido esclarecida nos documentos analisados.
Os investigadores também procuram pessoas que tenham informações sobre a gestão de Claudio “Chiqui” Tapia e Pablo Toviggino à frente da AFA. O Departamento de Justiça dos EUA avalia ainda convocar ex-integrantes do governo de Javier Milei que tiveram acesso a informações sigilosas sobre a federação para prestar depoimentos.
Até o momento, a AFA não se manifestou oficialmente sobre a investigação.



