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Após quase cinco meses, buscas por vítimas de naufrágio em Manaus são encerradas

O Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) encerrou oficialmente, nesta quarta-feira (8), as buscas pelos cinco passageiros desaparecidos no naufrágio da lancha Lima de Abreu XV, ocorrido em fevereiro deste ano, na região do Encontro das Águas, em Manaus. A decisão foi tomada após quase cinco meses de operações ininterruptas e monitoramento da área.

De acordo com a corporação, as buscas foram suspensas porque não surgiram novos indícios que justificassem a continuidade dos trabalhos. No entanto, o CBMAM informou que a operação poderá ser retomada caso novas informações indiquem a possível localização das vítimas.

O acidente ocorreu no dia 13 de fevereiro, quando a embarcação, que fazia o trajeto entre Manaus e Nova Olinda do Norte, afundou durante a viagem. O naufrágio resultou na morte de três pessoas, deixou cinco desaparecidos e outras 71 foram resgatadas com vida.

As equipes de resgate iniciaram as buscas logo após o acidente e permaneceram por 34 dias consecutivos na área do naufrágio. A partir de 20 de março, a operação passou para uma segunda fase, com varreduras realizadas duas vezes por semana, cronograma mantido até o fim de junho.

Durante a operação, os bombeiros empregaram embarcações, drones e equipamentos de sonar para mapear o leito do rio em busca dos desaparecidos. Familiares das vítimas também acompanharam parte das atividades desenvolvidas pelas equipes.

Segundo o Corpo de Bombeiros, familiares de três dos desaparecidos solicitaram o boletim de ocorrência emitido pela corporação. O documento poderá ser utilizado em processos judiciais para o reconhecimento de morte presumida.

O piloto da embarcação, Pedro José da Silva Gama, responde por homicídio qualificado após a Justiça do Amazonas aceitar, em abril, a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM). Preso preventivamente após o naufrágio, ele permaneceu foragido por pouco mais de um mês antes de se apresentar à Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS).

Com o recebimento da denúncia, a Justiça entendeu haver indícios suficientes para o prosseguimento da ação penal, que segue em tramitação.

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