A Polícia Militar do Amazonas (PMAM) negou ter danificado qualquer instrumento religioso durante a ocorrência registrada em um terreiro de matriz africana, na zona norte de Manaus, na madrugada do dia 28 de junho.
O caso ganhou repercussão após o sacerdote Heriberto Sales Júnior afirmar que policiais interromperam uma cerimônia religiosa e apreenderam tambores utilizados no culto. Segundo ele, a ação ocorreu após uma denúncia de perturbação do sossego e os instrumentos foram transportados de forma incompatível com a tradição religiosa, o que teria levado à profanação do espaço.
Em nota, a PM informou que os tambores foram apreendidos e encaminhados à delegacia, mas negou que qualquer equipamento tenha sido quebrado ou danificado durante a ação. A corporação também sustenta que a intervenção ocorreu em atendimento a uma denúncia e dentro dos procedimentos previstos para esse tipo de ocorrência.
Os instrumentos foram posteriormente devolvidos ao sacerdote. Apesar disso, o líder religioso afirma que o terreiro permanecerá fechado por cerca de um ano para a realização de rituais de purificação, conforme os preceitos da religião.
O caso reacendeu o debate sobre os limites da atuação policial em ocorrências envolvendo celebrações religiosas e sobre a garantia constitucional da liberdade de culto.
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