O Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos (Centcom) informou que realizou, na manhã desta quarta-feira (15), uma nova ofensiva contra alvos militares do Irã. A operação teve como foco a Ilha de Tunb Maior (Greater Tunb), localizada em uma posição estratégica próxima ao Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo.
De acordo com o governo norte-americano, os ataques duraram cerca de uma hora e meia e atingiram sistemas de defesa costeira, além de instalações utilizadas para armazenamento e lançamento de mísseis de cruzeiro. Em comunicado, o Centcom afirmou que a ação reduziu ainda mais a capacidade iraniana de ameaçar a navegação comercial na região.
A Ilha de Tunb Maior abriga bases navais e militares do Irã e é considerada um ponto estratégico para o monitoramento das embarcações que transitam pelo Estreito de Ormuz, corredor marítimo fundamental para o comércio internacional de petróleo.
A nova ofensiva ocorre em meio à retomada das hostilidades entre Estados Unidos e Irã. Após o fim do cessar-fogo, em vigor desde 17 de junho, Washington voltou a realizar bombardeios contra o território iraniano. Em resposta, Teerã intensificou ataques contra bases militares norte-americanas localizadas em países do Golfo, como Kuwait, Bahrein, Catar e Jordânia.
O aumento da tensão também reacendeu a disputa pelo controle do Estreito de Ormuz. Os Estados Unidos anunciaram a retomada do bloqueio naval contra embarcações ligadas ao Irã e afirmam que pretendem ampliar o controle sobre a hidrovia.
O presidente norte-americano, Donald Trump, chegou a anunciar a cobrança de uma taxa de 20% sobre cargas transportadas por navios que cruzassem o estreito sob supervisão dos EUA, mas recuou da proposta no dia seguinte, afirmando que a medida seria substituída por compromissos de investimentos de países do Golfo.
Por sua vez, o governo iraniano sustenta que mantém o controle sobre o Estreito de Ormuz e promete responder militarmente a qualquer tentativa de intervenção norte-americana. O chanceler Abbas Araghchi também afirmou que o país poderá adotar medidas para restringir a navegação na região, reforçando o clima de instabilidade no Oriente Médio.



