A poucos dias da final da Copa do Mundo de 2026, o alto custo dos ingressos disponíveis no mercado de revenda tem gerado forte repercussão internacional. Bilhetes anunciados por até 2 milhões de euros, cerca de R$ 11,6 milhões, na plataforma oficial de revenda monitorada pela Fifa despertaram críticas de dirigentes e torcedores, principalmente na Espanha.
O presidente da Federação Espanhola de Futebol, Rafael Louzán, classificou os valores como “inaceitáveis” e afirmou que a política de preços impede que torcedores das classes média e baixa acompanhem a decisão presencialmente.
Mesmo os ingressos mais baratos seguem fora do alcance da maioria dos fãs. Segundo o portal especializado SeatPick, o menor valor encontrado para a final é de 4.451 euros (aproximadamente R$ 25,8 mil), enquanto o mais caro está anunciado por 188.803 euros (cerca de R$ 1,09 milhão).
Louzán comparou a variação dos preços ao modelo de tarifas aéreas, destacando que os valores mudam conforme a demanda. Para ele, os custos elevados com ingressos, passagens e hospedagem tornam inviável a viagem para muitos torcedores.
De acordo com o jornal francês L’Équipe, os preços registrados no mercado secundário são superiores aos valores oficiais definidos pela Fifa. A entidade comercializou ingressos em quatro categorias, com preços de US$ 11 mil, US$ 5.500, US$ 3.600 e US$ 800. Com a proximidade da decisão, a alta procura impulsionou os preços na revenda.
A seleção da Espanha já está garantida na final e aguarda o vencedor do confronto entre Inglaterra e Argentina para conhecer seu adversário. A decisão será disputada no próximo domingo (19), às 16h (horário de Brasília), no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.



