A fábrica da Innova, localizada no Distrito Industrial de Manaus, foi parcialmente interditada pela Prefeitura de Manaus nesta sexta-feira (17), após a Defesa Civil Municipal identificar riscos decorrentes do vazamento de gás estireno registrado na unidade desde a quinta-feira (16).
A medida foi adotada com base em um laudo técnico elaborado pela Secretaria Executiva de Proteção e Defesa Civil Municipal (Sepdec), que determinou a restrição de acesso ao local. Apenas equipes de segurança e profissionais responsáveis pela contenção do vazamento estão autorizados a entrar na fábrica até que a situação seja considerada segura.
Segundo o Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), a interdição tem caráter preventivo e permanecerá em vigor até que todos os riscos sejam eliminados.
Durante fiscalização realizada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), drones equipados com câmeras térmicas identificaram fissuras em um dos tanques da empresa, confirmando a continuidade do vazamento. Com isso, a Innova recebeu uma nova multa de R$ 5,3 milhões por danos ambientais relacionados à poluição do solo e de corpos hídricos.
Na quinta-feira (16), a empresa já havia sido autuada em R$ 4,5 milhões por poluição atmosférica provocada pela emissão de gases. Somadas, as penalidades aplicadas pelo município se aproximam de R$ 10 milhões, valores que, segundo a Prefeitura, serão destinados ao Fundo Municipal para o Desenvolvimento e Meio Ambiente (FMDMA).
Enquanto isso, o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) mantém uma operação de resfriamento do tanque afetado, utilizando sete canhões de água para controlar a temperatura e interromper completamente a emissão do estireno. A retomada das atividades da fábrica e das empresas vizinhas dependerá de uma nova avaliação técnica.
A Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) informou que, desde o início da ocorrência, 211 pessoas procuraram atendimento médico com sintomas compatíveis com exposição ao produto químico. Entre os principais relatos estão irritação nos olhos e na pele, tontura, dor de cabeça, náusea, sonolência, confusão mental e dificuldade para respirar.
Até o momento, a maior parte dos pacientes já recebeu alta. Apenas uma pessoa permanece internada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em estado considerado estável e com baixo risco de morte.
Após a conclusão da operação de contenção, os órgãos competentes realizarão perícias para apurar as causas do vazamento e verificar possíveis responsabilidades pelo incidente ambiental. Enquanto isso, equipes municipais e estaduais seguem monitorando a situação no Distrito Industrial de Manaus.



