O Super El Niño previsto para 2026 deve atingir seu pico entre outubro e dezembro, segundo projeções da MetSul Meteorologia. O fenômeno climático já começou a influenciar as condições atmosféricas no Brasil e deve ganhar força ao longo do segundo semestre.
A Região Sul será a mais afetada, principalmente os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. A previsão aponta para o aumento das chuvas, tempestades severas e do risco de cheias e enchentes nos próximos meses.
O Rio Grande do Sul já registrou episódios de chuva intensa e transbordamento de rios. Em algumas áreas, os volumes de precipitação chegaram ao dobro da média histórica para todo o mês de julho.
A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) confirmou a consolidação do El Niño no Oceano Pacífico. Atualmente, há 81% de probabilidade de que o fenômeno alcance intensidade muito forte.
De acordo com as projeções, a temperatura das águas do Pacífico Centro-Leste pode ficar entre 3°C e 4°C acima da média. Se confirmado, o evento poderá ser um dos mais intensos dos últimos 150 anos.
A formação do fenômeno também ocorre de maneira mais rápida que em episódios anteriores. A anomalia de temperatura já alcançou 2°C em meados do ano, enquanto nos eventos de 1982, 1997 e 2023 essa marca só foi registrada no fim do ano.
Além do aumento das chuvas, a previsão indica maior frequência de temporais com granizo e ventos fortes. Em situações mais severas, também podem ocorrer tornados e microexplosões atmosféricas.
Apesar da previsão de um El Niño mais intenso, especialistas afirmam que ainda não é possível antecipar a repetição das enchentes históricas registradas no Rio Grande do Sul em 2024. A ocorrência de eventos extremos depende da combinação de diferentes fatores climáticos de curto prazo.



