O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) aplicou uma multa de R$ 22,5 milhões à Mineração Taboca por suposto lançamento irregular de resíduos em cursos d’água localizados nas proximidades da Terra Indígena Waimiri-Atroari, em Presidente Figueiredo, no interior do Amazonas.
A penalidade foi aplicada após uma fiscalização realizada no Complexo Polimetálico do Pitinga, que contou com a participação de técnicos do Ipaam, da Agência Nacional de Mineração (ANM), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e de representantes do povo Waimiri-Atroari.
Durante a inspeção, os fiscais identificaram alterações na qualidade da água do Rio Tiaraju, afluente do Rio Alalaú, como aumento da turbidez e mudança na coloração, indícios que motivaram a autuação da empresa por possível dano ambiental. Os registros técnicos produzidos durante a operação foram incorporados ao processo administrativo.
Segundo o Ipaam, a mineradora poderá apresentar defesa administrativa dentro do prazo legal ou efetuar o pagamento da multa. O órgão informou ainda que o processo seguirá os trâmites previstos na legislação ambiental.
Em nota, a Mineração Taboca afirmou que recebeu o auto de infração e que exercerá seu direito de defesa. A empresa ressaltou que a autuação possui caráter administrativo e não representa comprovação definitiva de dano ambiental. Também informou que os supostos impactos apontados pelos órgãos fiscalizadores estariam restritos à área operacional da Mina do Pitinga, e não dentro da Terra Indígena Waimiri-Atroari.
O caso segue sendo acompanhado pelos órgãos ambientais, que investigam os possíveis impactos da atividade minerária sobre os recursos hídricos da região.



