A Epic Games Store começou a operar no iPhone no Brasil nesta quinta-feira (30), após um acordo firmado entre a Apple e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) permitir a entrada de lojas alternativas no sistema iOS do país.
Com a novidade, o Brasil se torna o terceiro mercado a receber a plataforma no iPhone, ao lado da União Europeia e do Japão. A loja está disponível para aparelhos compatíveis com o iOS 26.5 ou versões superiores e permite o retorno de jogos como Fortnite ao ecossistema da Apple após mais de cinco anos de ausência.
Para atrair usuários, a Epic Games lançou um programa de cashback que devolve 20% do valor das compras realizadas na plataforma por meio das Recompensas Epic. O benefício não era permitido dentro da loja oficial da Apple devido às regras da empresa.
Apesar da chegada ao país, a Epic Games Store ainda apresenta uma limitação: o serviço está disponível apenas para iPhones, enquanto na Europa a abertura do mercado também permitiu a distribuição em iPads.
O CEO da Epic Games, Tim Sweeney, criticou as exigências impostas pela Apple para a instalação da loja alternativa. Segundo ele, os usuários precisam cumprir nove etapas diferentes e confirmar o download diversas vezes, o que teria provocado uma alta taxa de desistência.
A empresa afirma que, após mudanças aplicadas na Europa, o processo foi simplificado e reduziu o abandono de usuários interessados em instalar a plataforma.
Outro ponto de conflito envolve a cobrança de uma taxa de 5% sobre compras feitas dentro da Epic Games Store no iPhone. Sweeney considera a cobrança injusta e informou que a empresa pretende recorrer ao Cade para tentar derrubar a tarifa.
Apple defende medidas de segurança
Em resposta às críticas, a Apple afirmou que as declarações da Epic sobre o processo de instalação e as taxas são incorretas. A empresa disse que as mudanças realizadas no Brasil oferecem novas opções aos desenvolvedores, com custos reduzidos.
A fabricante do iPhone também defendeu as etapas adicionais para instalação de lojas alternativas, alegando que os avisos têm como objetivo proteger a privacidade dos usuários, evitar fraudes e garantir maior segurança, especialmente para crianças e adolescentes.



