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Acervo de Thiago de Mello fará parte do Casarão do ‘Nosso Centro’

Literatura e arquitetura reunidas para contar a história de dois referenciais brasileiros e do mundo. Esse é um dos pontos de partida para a ocupação artística e museológica para a exposição do casarão Thiago de Mello, uma obra da Prefeitura de Manaus em ritmo acelerado na rua Bernardo Ramos, no Centro, zona Sul da cidade.

Enquanto a obra avança na área central, o funcionamento do espaço com o acervo do poeta Thiago de Mello é pauta entre o Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb) e a filha do escritor e jornalista, Isabella Thiago de Mello. O poeta morreu em 2022, aos 95 anos de idade.

À frente do Instituto Thiago de Mello, Isabella adiantou que o espaço será inaugurado com uma exposição com peças do acervo do seu pai, unindo diversas histórias, como a do próprio casarão que está em reforma e do arquiteto Lúcio Costa, que fez o plano de Brasília. A ideia é ter obras dos dois expoentes e amigos, Lúcio e Thiago, no casario da prefeitura, que faz parte do programa “Nosso Centro”.

Dentro da exposição permanente com a obra, vida e história de Thiago de Mello, estará o trabalho do arquiteto brasileiro, nascido na França e formado no Rio de Janeiro, que produziu algumas das mais importantes referências arquitetônicas modernas, do desenho do edifício ao desenvolvimento de planos urbanos, como é o caso da cidade de Brasília.

As duas únicas obras desenhadas, projetadas e construídas na Amazônia por ele são justamente as casas do poeta, na sua terra natal, Barreirinha (AM).

“Vamos poder contar um pouco dessas histórias de vida e um pouco dessa arquitetura do casario também, porque todo lugar conta uma história, cada peça conta uma história. Vamos ter aqui as maquetes das casas, suas plantas, os desenhos e fotos. Este é um trabalho que está em desenvolvimento pela museologia, a cargo da curadoria da museóloga Vera Lúcia. Vamos recontar essas histórias, para que fiquem protegidas, preservadas para as futuras gerações e disponíveis para visitação e acesso no casarão. Este é um projeto maravilhoso”, comentou Isabella.

O casario está integrado ao largo de São Vicente e ao mirante Lúcia Almeida, as primeiras intervenções do “Nosso Centro”. A exposição permanente que será abrigada no imóvel terá tecnologia para acesso ao mundo, com passeios virtuais pelo casarão, expondo ao máximo possível todo o patrimônio que o artista deixou.

“Alinhamos pontos e detalhes do projeto, de cada ambiente do casarão após a obra concluída. E também para conhecer a ambiência que o Instituto Thiago de Mello está imaginando para a ocupação, as atividades que serão desenvolvidas e a sala multiuso, que pode ser uma futura sala de cinema. São detalhes que fazem parte do conjunto da intervenção e precisam estar integrados com o andamento da obra”, explicou o diretor de Planejamento do Implurb, arquiteto e urbanista Pedro Paulo Cordeiro.

Isabella vem trabalhando há anos na biografia do pai, estudos que renderam dois documentários e dois livros. Ela é presidente do Instituto Thiago de Mello e a parceria com a Prefeitura de Manaus vai dar espaço único à memória do autor de “Manaus, amor e memória” (1984), que retrata a capital que foi tão importante na sua vida.

“A obra está adiantada e parece um milagre, do mundo da engenharia e da arquitetura. Além da biografia do poeta, temos a história de um casarão valioso e fazemos questão de acompanhar o cenário do século 19, com o mobiliário, inclusive”, disse a filha.

Projeto

O casario está sendo reformado com térreo e pavimento superior, que terão uma função de elo com a vida do poeta, reproduzindo inclusive cenas da sua vivência na casa construída em Barreirinha, sua terra natal na Amazônia.

O projeto vai dar ao espaço sala e salão de exposição, biblioteca, um café, um quarto Thiago de Mello, sala multiuso, área de administração, elevador e banheiros. O imóvel é datado de 1908 e classificado como uma unidade de interesse de preservação de segundo grau, de acordo com decreto 7.176/2004. A casa chegou a abrigar o depósito da firma Sinfrônio & Cia. Todas as obras têm aprovação do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) Amazonas (processo nº 01490.000103/2022-81).

Fonte: Assessoria

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