O Amazonas ocupa a 19ª posição no ranking nacional de qualidade de vida e aparece entre os oito estados com pior desempenho do Brasil, segundo dados do Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2026, divulgados nesta terça-feira (20).
O levantamento avalia indicadores sociais e ambientais, considerando fatores como saúde, educação, saneamento básico, segurança, moradia, inclusão social e direitos individuais, sem levar em conta apenas o desempenho econômico dos estados.
De acordo com o estudo, o Amazonas obteve 57,83 pontos no índice geral, ficando atrás de estados das regiões Sul e Sudeste, que lideram o ranking nacional.
Entre os municípios amazonenses, Manaus apresentou o melhor resultado, com 64,35 pontos. Ainda assim, a capital permanece distante das cidades brasileiras com melhores índices de qualidade de vida.
O levantamento destaca a contradição entre a força econômica da Zona Franca de Manaus e os indicadores sociais do estado. Apesar de movimentar bilhões de reais e concentrar um dos principais polos industriais do país, os avanços econômicos não têm sido acompanhados por melhorias proporcionais nas condições de vida da população.
Entre os principais problemas apontados estão a deficiência no saneamento básico, dificuldades no acesso à saúde pública, desigualdade regional e precariedade da infraestrutura em municípios do interior.
Em várias cidades do Amazonas, serviços essenciais como abastecimento de água tratada, rede de esgoto, internet e atendimento médico especializado ainda são limitados.
A pesquisa também aponta que o isolamento geográfico e a dependência do transporte fluvial dificultam o acesso da população do interior a serviços públicos básicos, ampliando desigualdades históricas no estado.
Outro ponto que influencia negativamente os indicadores é o avanço da violência urbana. Nos últimos anos, o Amazonas registrou aumento da atuação de facções criminosas e conflitos ligados ao narcotráfico, principalmente em regiões de fronteira e áreas periféricas.
O resultado reforça o debate sobre a necessidade de políticas públicas mais eficientes para reduzir desigualdades sociais e melhorar os indicadores de qualidade de vida no Amazonas.



