As operações de busca pelas vítimas do naufrágio da lancha Lima de Abreu seguem intensificadas no Encontro das Águas, uma semana após a tragédia registrada na última sexta-feira (13). O acidente resultou na morte de três pessoas e deixou outras cinco desaparecidas.
A embarcação havia saído de Manaus com destino ao município de Nova Olinda do Norte quando afundou na região onde os rios Negro e Solimões se encontram. Ao todo, 71 ocupantes foram resgatados com vida logo após o ocorrido.
Continuam desaparecidos Ana Carla Izel, 40 anos; Apoliana Oliveira, 36; Patrícia Barroso da Silva, 33; Renato Alan Melo Basto, 40; e Romualdo Marcião de Almeida, 80 anos.
As mortes confirmadas são de Fernando Grandêz, 39 anos; Samila de Souza, de 3 anos; e Lara Bianca, 22 anos.
Segundo o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas, mais de 200 quilômetros já foram percorridos ao longo dos rios da região. Entre 70 e 80 militares atuam diariamente na operação, que envolve mergulhadores especializados, equipes de salvamento aquático e apoio de embarcações.
A operação é considerada de alta complexidade devido às condições do Encontro das Águas, marcado por fortes correntes, redemoinhos e pela diferença de densidade entre os dois rios. As condições climáticas também impactam diretamente o trabalho das equipes.
As buscas contam com o apoio de helicóptero, drones, sonares de varredura lateral e vertical e detectores de metal. Parte dos equipamentos foi disponibilizada por meio de cooperação com o Governo do Estado de São Paulo.
Embora a localização da embarcação também faça parte da operação, o principal objetivo das equipes é encontrar as vítimas desaparecidas. O caso continua a gerar comoção no Amazonas, enquanto familiares aguardam informações das autoridades.



