31.4 C
Manaus
sexta-feira, julho 10, 2026
Publicidadespot_img
InicioAmazonasConstrução civil do Amazonas anuncia greve após rejeitar reajuste de 6%

Compartilhar

Construção civil do Amazonas anuncia greve após rejeitar reajuste de 6%

Os trabalhadores da construção civil do Amazonas decidiram paralisar as atividades a partir da próxima quarta-feira (15), após rejeitarem a proposta de reajuste salarial de 6% apresentada pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado do Amazonas (Sinduscon-AM). A mobilização foi anunciada pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil, Montagem e Manutenção Industrial do Amazonas (Sintracomec-AM), que cobra melhores condições de trabalho e ampliação dos benefícios da categoria.

De acordo com o presidente do Sintracomec-AM, Cícero Custódio, conhecido como “Sassá da Construção Civil”, a proposta patronal contempla apenas o reajuste salarial e deixa de atender reivindicações consideradas essenciais, como a oferta de plano de saúde aos trabalhadores.

Segundo o dirigente sindical, cerca de 40 mil profissionais com carteira assinada deverão aderir à paralisação, incluindo empregados de obras públicas, privadas e do setor de montagem industrial. Ele afirma que a falta de benefícios e os baixos salários têm afastado trabalhadores do mercado formal, levando muitos a optarem por serviços autônomos, que oferecem maior remuneração.

Ainda conforme o sindicato laboral, funções que antes eram remuneradas com até três salários mínimos hoje registram vencimentos significativamente menores, cenário que, na avaliação da entidade, contribui para a escassez de mão de obra no setor.

Sinduscon atribui impasse ao sindicato dos trabalhadores

Em nota, o Sinduscon-AM informou que as negociações para a Convenção Coletiva de Trabalho ocorreram em mais de seis rodadas entre os dias 9 de junho e 7 de julho, mas terminaram sem acordo. A entidade patronal atribuiu o fracasso das tratativas aos representantes dos trabalhadores.

O sindicato destacou que concedeu reajuste salarial de 6% com vigência retroativa a 1º de junho de 2026, percentual superior ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), utilizado historicamente como referência nas negociações da categoria.

Segundo o Sinduscon-AM, as demais reivindicações apresentadas pelo Sintracomec-AM representariam aumento de custos incompatível com a atual realidade econômica do setor, especialmente diante das mudanças tributárias previstas para entrar em vigor em 2027.

A entidade também informou que não concorda com a instauração de dissídio coletivo, argumentando que participou de todas as reuniões de negociação, apresentou propostas e concedeu reajuste acima da inflação, enquanto atribui ao sindicato laboral a responsabilidade pelo impasse nas negociações.

COLUNISTAS

Siga-nos

LEIA TAMBÉM

Clima esquenta na PM depois que a família do Coronel Menezes passou a mandar na corporação

Circula em grupos de policiais no WhatsApp um texto...

Comerciante que se achava dono da rua teve telhado demolido e material apreendido pela prefeitura

Um telhado construído em cima de uma rua para...