O Dia das Mães, considerado a segunda data mais importante para o setor de alimentação fora do lar, deve aquecer o movimento de bares e restaurantes no Amazonas em 2026. Pesquisa divulgada pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) aponta que 78% dos estabelecimentos esperam aumento no faturamento em comparação ao mesmo período do ano passado.
Segundo o levantamento, 77% dos empreendimentos pretendem funcionar normalmente no próximo dia 10 de maio, diante da expectativa de maior procura por parte dos consumidores.
Entre os empresários que irão abrir as portas na data comemorativa, 64% projetam crescimento de até 20% nas vendas. Outros 11% acreditam que o faturamento poderá subir até 50%, enquanto uma parcela menor prevê resultados ainda mais expressivos.
De acordo com o presidente da Abrasel no Amazonas, Franco Andrade, o Dia das Mães representa uma oportunidade estratégica para o setor. Ele destacou que a data costuma atrair famílias aos restaurantes e incentivou os estabelecimentos a promoverem ações e promoções para ampliar o fluxo de clientes.
A pesquisa também revelou sinais de recuperação gradual do segmento. Em março deste ano, 33% dos bares e restaurantes registraram lucro, enquanto 42% operaram em equilíbrio financeiro. Já 25% tiveram prejuízo, índice inferior ao registrado em fevereiro, quando o percentual chegou a 33%.
Na comparação entre fevereiro e março, 52% dos empresários afirmaram ter registrado aumento no faturamento, reforçando a relevância das datas sazonais para o desempenho do setor.
Apesar da melhora nas receitas, os empresários ainda enfrentam dificuldades relacionadas aos custos operacionais e ao endividamento. O levantamento aponta que 36% dos estabelecimentos não reajustaram os preços dos cardápios nos últimos 12 meses. Outros 36% realizaram aumentos apenas para acompanhar a inflação, enquanto 20% aplicaram reajustes abaixo dos índices inflacionários. Apenas 8% conseguiram elevar os preços acima da inflação.
Além disso, 39% das empresas ainda possuem pagamentos em atraso. As principais dívidas estão ligadas a impostos federais, tributos estaduais e empréstimos bancários.
Com informações da assessoria



