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Fuham faz alerta para combate à psoríase

A Fundação Alfredo da Matta (Fuham), uma instituição vinculada à Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM), aderiu à campanha “Minha Segunda Pele”, criada pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), com o objetivo de conscientizar sobre a psoríase. A campanha busca destacar que a psoríase possui tratamento e não é contagiosa, além de combater informações incorretas sobre a doença. As atividades culminaram no dia 29 deste mês, o Dia Mundial da Psoríase.

Integrante da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), a médica Mônica Santos, do quadro clínico da Fuham, ressalta que a informação é uma arma poderosa contra os impactos sociais sofridos pelo paciente de psoríase. “A gente sempre reforça nas campanhas de conscientização. A psoríase não é contagiosa, você não pega psoríase de ninguém. É uma predisposição genética e esse fato de ter esse estigma interfere muito na qualidade de vida do doente”, reforça.

Relação com o estresse
A dermatologista da Fuham também explica que o aparecimento dos sintomas da psoríase na pessoa pode ocorrer durante o desequilíbrio do estado emocional da pessoa. “Para o desenvolvimento das lesões e do quadro clínico típico, existem gatilhos que são cofatores que a gente chama. Um deles é o estresse emocional de qualquer ordem. É o estresse do dia a dia, perda de um familiar, desemprego, endividamento, coisas que mexam com o emocional da pessoa pioram o quadro de psoríase. O quadro de psoríase estando pior, a pessoa também fica psicologicamente pior. Aí, gera um ciclo vicioso”, explica Mônica Santos.

A explicação da médica coincide com a história de Elenilda Gama, que faz tratamento permanente da psoríase. Ela descobriu a doença há cerca de 26 anos, quando ficou grávida do primeiro filho e, em seguida, passou por um processo de separação conjugal. “Eu não tinha mais vontade pra nada. Para quem vivia uma vida ativa, tendo trabalho, dona-de-casa, aquilo me parou por completo. Eu não sabia o que era psoríase. Quando eu descobri o que era, realmente, passei a fazer o acompanhamento com o dermatologista e mudei completamente a minha vida”, declara Elenilda.

Medicamento acessível
O tratamento da psoríase é baseado na gravidade das lesões apresentadas pelo paciente. Para casos mais leves, a doença é tratada com medicação tópica (pomadas). Nos casos mais complexos, a medicação passa a ser por via oral ou injetável, que são as chamadas medicações sistêmicas. Todos os medicamentos estão disponíveis na rede pública e podem ser retirados nas unidades do SUS especializadas em tratamento dermatológico.

Mudança de vida
O militar da reserva Benedito Caldeira descobriu a psoríase ainda no serviço ativo. Ele pensava que as manifestações na pele eram ligadas à sua atividade de militar na selva amazônica. Conta que passou por alguns médicos, mas só chegou ao diagnóstico definitivo quando foi atendido por um especialista na Fundação Alfredo da Matta.

Iniciado o tratamento, descobriu também que não bastava fazer somente a medicação prescrita. Era preciso ter atitudes concretas de vida que evitassem os momentos de gatilho emocional. “Se você faz o tratamento adequado, você tem uma melhora fora do comum. Hoje, eu posso dizer que sou uma pessoa feliz, mas eu tive que largar muitos vícios e exageros na vida que eu levava”, afirmou Caldeira.

Números
Dados do Departamento de Controle de Doenças e Epidemiologia da Fuham mostram que, de 2012 a 2022, foram registrados pela fundação 3.472 casos de psoríase. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), estima-se que 3% da população mundial, ou seja, 125 milhões de pessoas, sofrem com os sintomas da psoríase. Só no Brasil, este número chegaria a 5 milhões de pacientes.

Na plataforma YouTube, no canal da Fundação Alfredo da Matta, a pessoa interessada em saber mais sobre psoríase pode assistir a um vídeo com as principais informações sobre a doença e depoimentos que pacientes. O endereço é www.youtube.com/alfredodamattaam.

Fonte: Assessoria

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