A possibilidade de uma paralisação do transporte coletivo em Manaus segue sem confirmação oficial nesta terça-feira (7). Passageiros relataram demora no atendimento e aumento no tempo de espera por ônibus em diferentes pontos da capital, mas o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Manaus ainda não anunciou o início da greve.
A mobilização ocorre após a categoria aprovar um indicativo de paralisação em assembleia realizada na semana passada. Entre as principais reivindicações dos trabalhadores estão o pagamento dos salários dentro do prazo estabelecido, a regularização dos depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), além do pagamento de gratificações em dinheiro.
Na segunda-feira (6), o Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT-11) concedeu uma liminar favorável ao sindicato e determinou que as empresas de transporte coletivo cumpram os prazos previstos na Convenção Coletiva para o pagamento de salários e benefícios.
A decisão também estabelece multa diária de R$ 5 mil, limitada a R$ 100 mil, em caso de descumprimento por parte das empresas. Conforme a determinação da desembargadora Solange Maria Santiago Morais, os valores devem ser destinados aos trabalhadores prejudicados.
Apesar da decisão judicial, a greve ainda não foi confirmada. O sindicato marcou uma coletiva de imprensa para as 11h desta terça-feira (7), na sede administrativa da entidade. Durante o encontro, o presidente Givancir Oliveira deve apresentar os efeitos da decisão, esclarecer a situação do transporte coletivo e informar os próximos passos da categoria.
Caso a paralisação seja deflagrada, os impactos devem ser sentidos principalmente nos horários de maior movimento, afetando a rotina de milhares de usuários do transporte público da capital.



