A família da ex-secretária de Administração do Amazonas, Angela Bulbol, comunicou que irá ingressar com ações judiciais contra Mônica Melo, ex-diretora-presidente do Departamento Estadual de Trânsito do Amazonas (Detran-AM), apontada como motorista do veículo que atropelou a educadora na última sexta-feira (20).
O acidente ocorreu no Residencial Ephigênio Salles, no bairro Aleixo, zona Centro-Sul da capital amazonense. Ângela foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levada em estado grave para atendimento hospitalar. A morte foi confirmada no domingo (22), dois dias após o atropelamento.
Em nota à imprensa, os familiares informaram que já registraram Boletim de Ocorrência e que buscarão a responsabilização da condutora nas esferas cível e criminal. No comunicado, afirmam estar “profundamente abalados” e defendem a aplicação das penalidades previstas em lei.
O caso é investigado pela Delegacia Especializada em Acidentes de Trânsito (Deat). De acordo com o delegado Temístocles Silva Alencar, a linha inicial de apuração considera a hipótese de homicídio culposo, quando não há intenção de matar.
Conforme a Revista Cenarium apurou com o delegado, a análise preliminar de imagens de segurança não indica dolo, mas aponta possível negligência na condução do veículo. O inquérito foi colocado sob sigilo para preservar as diligências e evitar especulações.
A partir desta semana, a polícia iniciou a fase de oitivas, com depoimentos de familiares e testemunhas. Os investigadores também tentam identificar um motociclista que aparece nas imagens e que pode ser a única testemunha ocular direta do atropelamento.
Laudos periciais devem esclarecer aspectos como velocidade do carro e condições de visibilidade no momento do acidente.
Ângela Bulbol tinha 64 anos e construiu trajetória de mais de quatro décadas no serviço público do Amazonas. Foi ex-pró-reitora da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e integrou a gestão do ex-governador Amazonino Mendes.
Confira o momento do atropelamento:



