O Ministério Público do Amazonas (MP-AM) se posicionou a favor da suspensão do exercício profissional da médica Juliana Brasil Santos e da técnica de enfermagem Rayssa Marinho, que atenderam o menino Benício Xavier de Freitas, de 6 anos, antes de sua morte no Hospital Santa Júlia, em Manaus, entre sábado (23) e a madrugada de domingo (24).
A Polícia Civil havia solicitado a prisão da médica, porém a Justiça determinou que ela responda ao processo em liberdade, após a concessão de um habeas corpus preventivo. A manifestação do MP-AM, assinada pelo promotor Fabrício Santos de Almeida, foi anexada aos autos relacionados ao pedido de prisão.
No parecer, o promotor recomenda a adoção de medidas cautelares, com destaque para a suspensão imediata dos registros profissionais da médica perante o Conselho Regional de Medicina e o Conselho Federal de Medicina, por entender que há risco de novas infrações. Também foi sugerido que ela compareça periodicamente à Justiça, seja impedida de visitar a residência da vítima e não deixe Manaus sem autorização judicial.
As mesmas recomendações foram feitas em relação à técnica de enfermagem.
Segundo o delegado Marcelo Martins, titular do 24º Distrito Integrado de Polícia (DIP), a investigação segue em andamento e o caso é tratado como homicídio doloso qualificado pela crueldade. A polícia analisa, entre outros pontos, a possibilidade de uma overdose de adrenalina e indícios de conduta negligente no atendimento ao menino.



