As buscas pelos sete desaparecidos no naufrágio da lancha Lima de Abreu XV avançaram por mais de 10 quilômetros na região do Encontro das Águas, em . A operação, que já confirmou duas mortes e 71 resgates com vida, é apontada como uma das mais complexas já realizadas pelo .
A embarcação, da empresa Lima de Abreu Navegações, saiu da capital amazonense com destino a e afundou por volta das 12h30 de sexta-feira (13). Entre as vítimas fatais estão uma criança e uma jovem de 22 anos.
Segundo o comandante-geral dos Bombeiros, coronel Muniz, os fatores hidrodinâmicos do impõem desafios adicionais às equipes. A confluência dos rios Negro e Solimões apresenta forte correnteza, variações de densidade e temperatura da água, além de grande profundidade, o que interfere diretamente na atuação subaquática e nas buscas em superfície.
O comandante destacou que, após 48 horas do naufrágio, cresce a possibilidade de corpos emergirem, o que amplia a necessidade de reforço nas buscas superficiais.
A operação recebeu apoio do (GBMar), de São Paulo. Seis militares, incluindo um capitão, foram enviados ao Amazonas para reforçar a varredura técnica.
As equipes utilizam equipamentos como ROV (veículo operado remotamente), Sonar Side Scan e Detector de Metal Próton 5 para identificar com precisão o ponto onde a embarcação afundou antes da realização de mergulhos. A área exata do naufrágio já foi delimitada.
Sobre a informação de um possível corpo localizado neste domingo (15), os Bombeiros informaram que a confirmação depende do (IML). A corporação ressaltou que, em operações desse porte, podem ser encontrados corpos sem relação com o acidente, cabendo apenas ao órgão pericial confirmar eventual vínculo com o naufrágio.
O Corpo de Bombeiros informou que não divulgará, por ora, uma lista oficial de desaparecidos, já que o documento com os nomes dos passageiros foi extraviado durante o naufrágio. Familiares apresentaram nomes às autoridades, mas a corporação aguarda confirmação oficial.
O comandante da lancha, José Pedro da Silva Gama, de 42 anos, foi preso em flagrante no porto de Manaus após o resgate dos sobreviventes. Ele pagou fiança e foi liberado, mas responderá por homicídio culposo. A Justiça solicitou a prisão preventiva do piloto.
A também participa das buscas. O Comando do 9º Distrito Naval mobilizou aeronave, embarcações e lanchas da Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental, além de mergulhadores, para atuar tanto na área do acidente quanto nas margens dos rios.
As operações seguem sem previsão de encerramento.



