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Operação no AM aplica mais de R$ 10 milhões em multas por crimes ambientais

O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) aplicou mais de R$ 10 milhões em multas durante a terceira fase da Operação Tamoiotatá 6, encerrada na terça-feira (21). A ação reforçou o combate ao desmatamento ilegal, queimadas e outras infrações ambientais no sul do estado.

As fiscalizações ocorreram entre 2 e 21 de abril e atingiram sete municípios: Humaitá, Canutama, Tapauá, Apuí, Manicoré, Maués e Novo Aripuanã, áreas consideradas prioritárias no enfrentamento aos crimes ambientais.

Segundo o Ipaam, a operação utilizou imagens de satélite e drones para identificar irregularidades, além de verificar áreas já embargadas e possíveis reincidências. A ação contou com apoio das forças de segurança, o que ampliou o alcance das fiscalizações.

Na frente de atuação em Humaitá, Canutama e Tapauá, foram aplicados cerca de R$ 5 milhões em multas, com 19 autos de infração, além de embargos, notificações e apreensões. Aproximadamente 478 hectares foram interditados por irregularidades.

Já nas ações concentradas em Apuí e nos municípios de Manicoré, Maués e Novo Aripuanã, as multas somaram cerca de R$ 5,9 milhões. Foram registrados 10 autos de infração e 18 embargos, com área total embargada de 1.757 hectares.

Apuí concentrou a maior pressão ambiental, com destaque para uma área responsável por mais da metade do território embargado e pela maior parte das multas aplicadas.

Durante a operação, também foram apreendidos equipamentos utilizados nas atividades ilegais, como motosserras e combustíveis.

Encaminhamentos

As infrações identificadas incluem desmatamento ilegal, uso irregular do fogo, descumprimento de embargos e impedimento da regeneração natural da vegetação.

Os responsáveis autuados têm prazo de até 20 dias para apresentar defesa ou pagar as multas. Os processos são encaminhados ao Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) e podem resultar em responsabilização criminal.

A Operação Tamoiotatá 6 é realizada de forma integrada por órgãos estaduais e federais e deve seguir até dezembro de 2026, com foco no período de estiagem, quando há maior incidência de queimadas e desmatamento na região.

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