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Professores protestam contra reforma da previdência e pedem veto do prefeito de Manaus

Professores da rede municipal de ensino realizaram um protesto na manhã desta terça-feira (18) em frente à Prefeitura de Manaus, na zona oeste, para pressionar o prefeito David Almeida a não sancionar o Projeto de Lei Complementar (PLC) nº 08/2025, que modifica as regras de aposentadoria dos servidores municipais. A categoria apelidou a proposta de “PL da Morte”.

Durante o ato, educadores se deitaram no chão em frente ao prédio da prefeitura para simbolizar o impacto que as mudanças terão na carreira docente. Segundo a coordenadora administrativa do Asprom Sindical, Elma Sampaio, a aprovação do projeto pela Câmara Municipal representa “injustiça e humilhação” para os servidores.

“A greve geral segue por tempo indeterminado porque os vereadores votaram alinhados apenas aos interesses do prefeito. Agora nossa luta é para que ele não sancione essa proposta”, afirmou.

A dirigente sindical informou que o Asprom renovou o pedido de audiência com o prefeito para dialogar sobre as razões da categoria para rejeitar o texto. “Se esse projeto for sancionado, muitos servidores, principalmente professores, vão morrer trabalhando dentro das salas de aula”, disse.

Mudanças previstas

A Câmara Municipal aprovou o PLC nº 08/2025 na segunda-feira (17), com 28 votos favoráveis e dez contrários. O texto amplia idade mínima e tempo de contribuição para aposentadoria:

Homens: idade sobe de 60 para 65 anos

Mulheres: de 55 para 62 anos

Tempo mínimo de contribuição: 25 anos para ambos

Exigências adicionais: 10 anos de serviço público e 5 anos no cargo atual

No caso dos professores: aposentadoria aos 60 anos (homens) e 57 anos (mulheres)

A estimativa é que cerca de 35 mil servidores sejam impactados pelas novas regras.

O projeto já havia sido aprovado em primeiro turno no dia 5, também em meio a protestos. Nas duas votações, o processo foi simbólico, com vereadores levantando as mãos para manifestar voto contrário.

COLUNISTAS

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