Os trabalhadores do transporte coletivo de Manaus aprovaram, em assembleia realizada na manhã desta quarta-feira (1º), a deflagração de uma greve a partir da próxima terça-feira (7). A paralisação foi decidida em razão de atrasos recorrentes no pagamento de salários e benefícios, como a cesta básica.
De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Manaus (STTRM), a crise é consequência de uma dívida estimada em R$ 70 milhões relacionada ao subsídio do passe estudantil. A entidade afirma que o valor é devido pela administração municipal às empresas responsáveis pelo transporte coletivo.
O sindicato informou ainda que ingressou com uma Ação Civil Pública na 13ª Vara do Trabalho de Manaus contra nove empresas de ônibus, além da Prefeitura de Manaus e do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), cobrando a regularização dos repasses.
No início desta semana, a Justiça do Trabalho adiou a análise de um pedido de liminar que previa o bloqueio de bens das partes envolvidas. A decisão foi tomada após o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) informar a possibilidade de um acordo extrajudicial com o município para quitar os débitos.
Apesar das negociações, os rodoviários afirmam que, até o momento, não houve confirmação do pagamento dos valores pendentes. Diante disso, a categoria manteve a decisão de iniciar a greve na próxima terça-feira, caso não haja uma solução para o impasse.
Procurada, a Prefeitura de Manaus não se manifestou até a publicação desta reportagem. O espaço permanece aberto para posicionamento.



