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Rodoviários de Manaus aprovam greve e seguem abertos à negociação até terça-feira(7)

O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Coletivo Urbano e Rodoviário de Manaus e Região Metropolitana (STTRCUR) aprovou uma greve geral por tempo indeterminado a partir das 0h01 de quarta-feira (8), caso as empresas do setor não quitem os salários até terça (7), prazo limite do quinto dia útil.

A decisão foi tomada em assembleia realizada na segunda-feira (29) e, segundo o sindicato, é uma resposta aos constantes atrasos salariais enfrentados pela categoria. “A greve é uma medida extrema, mas necessária. Os rodoviários vêm sendo severamente prejudicados com a falta de regularidade nos pagamentos”, declarou o representante da entidade.

Cumprindo o que determina a Lei de Greve, o STTRCUR notificou o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) e pediu que as operadoras mantenham pelo menos 50% da frota em circulação durante o movimento, para reduzir os impactos à população que depende do transporte coletivo.

O sindicato informou que segue todos os prazos legais e mantém disposição para negociar até as 23h59 de terça-feira (7), buscando evitar a paralisação. “Estamos cumprindo todos os prazos e abertos ao diálogo até o último momento”, afirmou a entidade em comunicado oficial.

Se não houver acordo e o pagamento não for efetivado até o prazo, a greve será iniciada na madrugada de quarta-feira (8) e poderá afetar milhares de usuários, com redução no número de viagens, intervalos maiores entre os ônibus e superlotação nos horários de pico.

O que muda para os passageiros, caso a greve seja confirmada:

  • Início: 0h01 de quarta-feira (8);
  • Operação mínima: 50% da frota;
  • Impactos esperados: intervalos mais longos, linhas remanejadas e ônibus lotados nos horários de pico;
  • Orientações: antecipar deslocamentos, verificar rotas alternativas e acompanhar canais oficiais de informação.

A entidade reforça que a greve poderá ser suspensa caso as empresas regularizem os pagamentos dentro do prazo e apresentem garantias de cumprimento dos vencimentos nos próximos meses.

COLUNISTAS

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