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Suframa avalia uso de terreno próximo ao aeroporto para ampliar o PIM

A Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) recebeu uma proposta para utilização de uma área no entorno do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes como possível alternativa de expansão do Polo Industrial de Manaus (PIM). O terreno, com cerca de 8 milhões de metros quadrados, foi apresentado pela Concessionária dos Aeroportos da Amazônia, administrada pelo grupo VINCI Airports.

Segundo o superintendente da Suframa, Leopoldo Montenegro, a proposta surge em um contexto de crescimento do polo industrial, que já conta com cerca de 200 novas empresas em fase de implantação. Ele afirma que a área pode ampliar as oportunidades de instalação de empreendimentos e fortalecer o ambiente de negócios no Amazonas.

“Trata-se de uma alternativa que pode contribuir para ampliar as possibilidades de instalação de novos empreendimentos, fortalecendo o ambiente de negócios e criando condições favoráveis para a geração de emprego, renda e desenvolvimento econômico no Amazonas”, disse. Montenegro ressaltou ainda que, por se tratar de área fora da gestão da autarquia, eventuais negociações devem ocorrer diretamente entre a concessionária e os investidores.

A iniciativa é vista como complemento ao plano da Suframa de revisão do Plano Diretor de Manaus, que busca ampliar as áreas destinadas à atividade industrial na capital amazonense.

O diretor-presidente do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), Antônio Peixoto, informou que a revisão do Plano Diretor segue em análise técnica e deve ter o texto final encaminhado à Câmara Municipal de Manaus (CMM) até o fim de 2026.

De acordo com ele, o processo já recebeu contribuições de entidades como o Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon), a Associação das Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi) e a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), além de outros setores da sociedade civil.

Após a consolidação das sugestões, serão realizadas audiências públicas para participação da população. A previsão é de que a proposta final esteja concluída entre novembro e dezembro, antes de ser enviada aos vereadores.

Peixoto também destacou estudos preliminares que preveem a ampliação da área urbana de Manaus em direção às rodovias AM-010 e BR-174, o que pode mais que dobrar o perímetro urbano da capital.

Segundo o diretor do Implurb, a ampliação da cidade exige análise da capacidade de oferta de infraestrutura pública, como saneamento, mobilidade e serviços essenciais. Ele afirmou ainda que há áreas disponíveis na zona Leste com potencial para novos empreendimentos industriais.

“A gente entende que essa é uma oportunidade de expansão e desenvolvimento para a cidade, mas dentro de um equilíbrio entre os diferentes interesses”, afirmou.

Em outro posicionamento, a Suframa contestou a estimativa de que mudanças no Processo Produtivo Básico (PPB) de televisores possam provocar a perda de até 12 mil empregos no Polo Industrial de Manaus.

A projeção havia sido apresentada por entidades sindicais e industriais em relação à Consulta Pública nº 10/2026, que trata da atualização das regras do setor eletroeletrônico.

Segundo a autarquia, não há base técnica para o número divulgado e o texto ainda está em fase de discussão. A proposta busca adequar o modelo produtivo à chegada da tecnologia TV 3.0, que integra televisão aberta e internet.

A Suframa explicou que o novo modelo prevê um sistema de pontuação para etapas produtivas, substituindo o formato atual baseado em processos fixos. A medida, segundo o órgão, pretende modernizar o setor e permitir maior incorporação tecnológica.

A autarquia afirmou ainda que acompanha os possíveis impactos da transição sobre fornecedores locais, especialmente no fornecimento de componentes eletrônicos e insumos industriais.

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