O ciclone extratropical que atua sobre o oceano Atlântico mantém ventos fortes e instabilidade no Rio Grande do Sul nesta terça-feira (29), especialmente na região litorânea do estado.
Desde a madrugada de segunda-feira (28), a Defesa Civil Estadual registrou ocorrências em pelo menos 23 municípios, incluindo alagamentos, quedas de árvores e postes, além de destelhamentos. Não houve registro de feridos.
Segundo o órgão, rajadas ultrapassaram os 100 km/h em cidades como Canguçu. A concessionária CEEE Equatorial informou que cerca de 430 mil clientes ficaram sem energia no pico da ventania, mas 223 mil já tiveram o serviço restabelecido. Porto Alegre, Capão da Canoa, Viamão, Tramandaí e Osório estão entre as áreas mais afetadas.
Em Xangri-lá, no Litoral Norte, parte da plataforma marítima da Praia de Atlântida desabou na tarde de segunda-feira. O local estava interditado desde 2023 devido a danos estruturais provocados pela força das marés.
A Marinha mantém alerta de ressaca, com ondas previstas entre 2,5 e 3,5 metros.
Estragos em Porto Alegre
Na capital gaúcha, rajadas chegaram a 105 km/h, conforme medição da Estação Meteorológica do Clube dos Jangadeiros. A Defesa Civil registrou 27 ocorrências, principalmente por danos em telhados, e distribuiu lonas aos moradores afetados.
Os ventos também causaram transtornos no transporte aéreo: sete voos com destino ao Aeroporto Salgado Filho precisaram ser desviados para outros aeroportos.
A previsão indica diminuição da intensidade dos ventos ao longo do dia, mas o risco de ressaca no litoral permanece alto.



