Um ciclone extratropical associado à chegada de uma massa de ar polar deve intensificar os ventos e provocar forte agitação marítima nas regiões Sul e Sudeste do Brasil a partir desta quinta-feira (2). O fenômeno se forma na altura do litoral sul do país, na retaguarda da frente fria que avança pelo território nacional.
Segundo a previsão meteorológica, o sistema fortalece os ventos sobre o oceano e gera ondas que se propagam em direção à costa, elevando gradualmente o nível do mar. Os primeiros impactos devem ser registrados entre o litoral do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, principalmente entre a tarde e a noite desta quinta-feira, quando as condições serão mais adversas para a navegação, pesca artesanal, operações portuárias e atividades de lazer.
Na sexta-feira (3), a agitação marítima deve se intensificar ao longo de toda a costa da Região Sul e avançar para o litoral do Sudeste. Entre São Paulo e o Rio de Janeiro, são esperadas rajadas de vento entre 50 km/h e 70 km/h, enquanto as ondas podem alcançar até quatro metros de altura, especialmente no litoral fluminense, entre sexta-feira e sábado (4).
A tendência é que o mar permaneça agitado durante o sábado, com redução gradual das ondas ao longo do domingo (5), à medida que o ciclone se afasta em direção ao alto-mar.
Além da ressaca, a frente fria associada ao ciclone provocará queda acentuada das temperaturas no Centro-Sul do país. No Rio Grande do Sul, os termômetros podem registrar temperaturas abaixo de 0°C durante a madrugada e o início da manhã de sexta-feira, principalmente nas regiões da Campanha, Fronteira Oeste, Serra, Planalto e Campos de Cima da Serra. Em áreas elevadas de Santa Catarina, também há previsão de temperaturas negativas.
Entre a noite desta quinta-feira e a manhã de sexta, existe possibilidade de ocorrência de chuva congelada em pontos isolados das serras gaúcha e catarinense, devido à combinação entre o avanço do ar polar e a presença de precipitação.
A previsão também indica formação de geada em grande parte do Rio Grande do Sul e nas áreas mais altas da Serra Catarinense.
No Sudeste, o ar frio deve provocar queda nas temperaturas, principalmente no centro-sul e leste de São Paulo, além de alcançar o sul de Minas Gerais, a Zona da Mata mineira e parte do estado do Rio de Janeiro. Apesar do resfriamento, a intensidade da massa de ar polar deve ser inferior à registrada na segunda quinzena de junho.
No Centro-Oeste, a mudança no tempo será sentida principalmente no sul e oeste de Mato Grosso do Sul e nas regiões sul e sudoeste de Mato Grosso, onde as manhãs voltarão a ser mais frias após dias de temperaturas elevadas durante as tardes.
Enquanto isso, o tempo seco continua predominando em boa parte do Sudeste e do Centro-Oeste. No Nordeste, as chuvas permanecem concentradas na faixa litorânea, e, na Região Norte, o calor e a alta umidade favorecem pancadas de chuva e temporais isolados.



