Os advogados do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, protocolaram nesta terça-feira (5) uma proposta de delação premiada junto à Procuradoria-Geral da República (PGR) e à Polícia Federal (PF). O conteúdo apresentado passa agora por análise dos órgãos responsáveis.
Pelas regras vigentes, a colaboração exige a apresentação de provas consistentes que sustentem os depoimentos do delator, como documentos, áudios, vídeos e demais registros. O caso marca a primeira vez em que PGR e PF avaliam conjuntamente um acordo desse tipo.
Vorcaro está preso preventivamente desde 4 de março, no âmbito da terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga um esquema de venda de carteiras de crédito supostamente fraudulentas ao Banco de Brasília (BRB).
Em paralelo, o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, também busca firmar um acordo de delação. Detido desde 16 de abril, ele já manifestou ao Supremo Tribunal Federal (STF) interesse em colaborar com as investigações e solicitou transferência de unidade prisional para agilizar as negociações com a defesa.
O ex-executivo é suspeito de ter recebido R$ 146 milhões em propina para beneficiar o Banco Master em operações com o BRB.
Fonte: Metrópoles



