O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (15) a abertura de uma investigação para apurar possíveis irregularidades no envio de emendas parlamentares para projetos culturais, entre eles o filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A medida ocorre após tentativas de intimação do deputado federal Mario Frias, que deverá prestar esclarecimentos sobre a destinação de recursos públicos para empresas ligadas à produção cinematográfica.
Segundo Dino, existem indícios de quebra de transparência, falhas na rastreabilidade dos recursos e possível desvio de finalidade no uso das emendas parlamentares destinadas ao Instituto Conhecer Brasil e à Academia Nacional de Cultura (ANC). O processo tramitará sob sigilo no STF.
A investigação também ganhou repercussão após revelações de que o senador Flávio Bolsonaro teria buscado apoio financeiro junto ao banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, para viabilizar o longa-metragem. Documentos apontam promessa de aporte de R$ 134 milhões, dos quais R$ 61 milhões já teriam sido transferidos.
Em março deste ano, Dino concedeu prazo de cinco dias para Mario Frias responder a uma representação apresentada pela deputada federal Tabata Amaral. A parlamentar acusa o deputado de destinar cerca de R$ 2 milhões em emendas parlamentares à ANC, presidida pela empresária Karina Ferreira da Gama.
Os deputados Bia Kicis e Marcos Pollon também foram intimados pelo STF. De acordo com a Corte, apenas Mario Frias ainda não apresentou esclarecimentos.



