O Exército Brasileiro avalia o reforço do efetivo empregado na Operação Acolhida após os ataques realizados pelos Estados Unidos à Venezuela, na manhã deste sábado (3). A iniciativa visa ampliar a resposta humanitária diante de um possível aumento no fluxo de refugiados venezuelanos na fronteira com o Brasil.
A ofensiva foi confirmada pelo presidente norte-americano, Donald Trump, que afirmou que forças dos EUA atacaram diferentes regiões do território venezuelano e capturaram o presidente Nicolás Maduro e a primeira-dama, Cilia Flores. Segundo o governo dos Estados Unidos, a ação integra operações de combate ao narcotráfico internacional.
Fontes do governo brasileiro e das Forças Armadas informaram que a presença militar na fronteira já está consolidada e não deve sofrer alterações significativas, além do reforço pontual da Operação Acolhida, criada em 2018 para atender migrantes e refugiados venezuelanos.
A Embaixada dos Estados Unidos em Bogotá declarou estar ciente das explosões registradas em Caracas e recomendou que cidadãos norte-americanos evitem viajar à Venezuela e às áreas de fronteira com Colômbia, Brasil e Guiana.
A Polícia Federal acompanha a situação. De acordo com o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, a fronteira foi fechada pelo lado venezuelano, enquanto o Brasil mantém seus postos abertos.
O governo dos EUA informou ainda que Maduro foi indiciado por narcoterrorismo e outros crimes, como tráfico internacional de drogas, e deverá ser julgado por uma Corte em Nova York. Uma coletiva de imprensa sobre a operação está prevista para ocorrer ainda neste sábado, às 13h (horário de Brasília).



