O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), negou nesta quinta-feira (7) qualquer negociação com a oposição para desocupar o plenário da Casa, ocupado por parlamentares desde a última terça-feira (5) em protesto contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Em coletiva de imprensa, Motta reforçou que a presidência da Câmara é “inegociável” e afirmou que não houve acordo para pautar propostas de interesse da oposição, como a anistia aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 e o fim do foro privilegiado.
“A presidência da Câmara é inegociável. Quero que isso fique claro. As informações sobre um suposto acordo para retomar os trabalhos não correspondem à realidade. O presidente da Câmara não negocia suas prerrogativas com oposição, governo ou qualquer outro grupo”, declarou.
Segundo a CNN Brasil, a Mesa Diretora já finalizou um ato que prevê punições aos parlamentares envolvidos na ocupação, com suspensões que podem chegar a seis meses. As penalidades devem ser anunciadas ainda hoje.
Na noite de quarta-feira (6), após mais de 24 horas de obstrução, os trabalhos foram retomados com o apoio do ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL), que atuou nas negociações. Apesar da reabertura, não houve votações no plenário.
Hugo Motta destacou que o diálogo foi fundamental para restaurar a normalidade na Casa, mas ressaltou que o respeito ao Regimento Interno e à Constituição será sempre prioridade.
“O diálogo prevaleceu. Mantivemos conversas com todas as lideranças e deixamos claro que os trabalhos seriam retomados dentro da legalidade, respeitando o contraditório e as normas do Parlamento”, concluiu.



