A taxa de desemprego no Brasil manteve-se em 5,6% no trimestre encerrado em agosto, repetindo o menor patamar da série histórica da Pnad Contínua, iniciada em 2012, informou nesta terça-feira (30) o IBGE. O índice também havia sido registrado no trimestre finalizado em junho.
O número de pessoas desempregadas caiu para 6,08 milhões, redução de 9% em relação ao trimestre anterior e de 14,6% em comparação anual. Segundo o analista do IBGE William Kratochwill, parte da queda está ligada a contratações temporárias no setor de educação pública.
A população ocupada chegou a 102,4 milhões, aumento de 0,5% frente ao trimestre anterior e de 1,8% em um ano. A taxa de subutilização, que mede pessoas disponíveis para trabalhar mais horas ou em empregos melhores, caiu para 14,1%, a menor desde o início da série.
No mercado formal, trabalhadores com carteira assinada no setor privado atingiram recorde de 39,1 milhões, enquanto os empregados sem carteira somaram 13,5 milhões, estáveis no trimestre. A informalidade atingiu 38% dos ocupados, totalizando 38,9 milhões de pessoas, impulsionada pelo aumento do trabalho por conta própria sem CNPJ.
O rendimento médio habitual ficou em R$ 3.488, estável no trimestre e 3,3% superior ao registrado em agosto de 2024. A massa de rendimentos, que considera o total recebido por todos os trabalhadores, somou R$ 352,6 bilhões, alta de 1,4% no trimestre e de 5,4% em 12 meses.



